Lag ba Omer
As sete semanas entre Pêssach e Shavuot são contadas dia a dia, e uma bênção é recitada a cada noite, na conclusão do serviço noturno.
Como este é um período de contagem ( sefirá, em hebraico), ele passou a ser conhecido como Sefirá.
Lag ba Omer ocorre no trigésimo terceiro dia após o segundo dia de Pêssach.
A palavra lag é um acrômino formado pelas letras hebraicas lámed e guímel, que combinadas têm o valor numérico de trinta e três.
Uma atenção especial é dada a Lag ba Omer porque, de acordo com o Talmud (Ievamot 62b), uma pragra que tinha atingido milhares de discípulos de Rabi Akiva terminou em Lag ba Omer.
Em virtude desta associação, Lag ba Omer também passou a ser chamado Dia
dos Estudantes.
Conforme os cabalistas, Lag Ba Omer marca o dia da morte de Rabi Shimon bar Iochai ( que viveu em meados do século II e.c.), quem se supõe ser o autor do Zohar, o livro fundamental da cabala.
No dia da sua morte, ele teria revelado muitos segredos a seus discípulos.
Este dia, portanto, foi denominado "Hilula de Rabi Shimon bar Iochai", sendo que hilulá é uma palavra aramaica que significa "casamento".
Para os místicos, é o dia que marca a união harmoniosa ( casamento) entre o céu e a terra.
As comemorações consistem em brincadeiras e divertimentos junto ao túmulo de Rabi Shimon, no Monte Meron, em Israel.
Isto se deve ao desejo expresso pelo próprio Rabi Shimon, de que o dia da sua morte não fosse de luto, e sim de celebração.