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Inimigo na trincheira

No dia de Tisha ve Av (9 de av), dia de luto, lembramos a destruição do Primeiro e Segundo Grande Templo de Jerusalem.

Com as declarações publicamente conhecidas do Rabino Ovadia Yosef, o único que conseguimos é continuar com a destruição de nosso povo.

Uma data triste, ficou mais triste ainda, quando da boca de um rabino saíram aquelas erradas palavras para justificar a morte de nossos irmãos durante o Holocausto.

Ainda é pior quando outros rabinos não desqualificam as palavras de seu

colega ou tentam suavizar suas declarações. A brecha entre os leigos, reformistas e conservadores com os ultra-ortodoxos e ortodoxos cada dia é maior.

O que acontece em Israel se reflete na Diáspora. Ante os pensamentos retardados de algumas correntes do judaísmo não temos por que ficar de braços cruzados e boca fechada.

É vergonhoso mostrar para o mundo todo, como nós, os judeus, estamos

divididos.

É vergonhoso que um rabino ultra-ortodoxo alimente os fundamentos dos antisemitas.

É vergonhoso que aquela pessoa seja considerada rabino.

É triste quando os ultra-ortodoxos se acham os donos da verdade, acham que têm respostas para justificar tudo, e ainda por cima não consideram judeus aqueles que não são como eles.

A Torá do povo de Israel é Uma, igual para todos.

Se questionamos, se analisamos, se duvidamos, se mudamos as maneiras de professar nossa fe, é porque pensamos, porque sentimos, porque não somos mecânicos, porque já saímos do gueto, porque não somos fundamentalistas.

Se tanto falam da chegada do Messias, com estes fatos o único que estão

conseguindo é adiar seus planos.

Prof. Guershon Kwasniewski

 

O texto foi escrito na semana de Tisha ve Av, e nada tem a ver este tema com o espírito dos Iamim Noraim.

Mas sería desafortunado da nossa parte não registrar nossa indignação ante os fatos acontecidos.

Gostaria de agradecer a todos aqueles que se manifestaram sobre o assunto e fizeram suas as minhas palavras.

Guershon