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Shaná Tova, por um bom ano 5761! O momento de fazer um balanço

Uma das coisas que considero mais significativas na mensagem de Rosh Hashaná e Iom Kipur é esta relação muito especial que se estabelece entre o homem e Deus quando o homem presta contas de seus atos a Ele e ao seu semelhante e é livre para renovar-se. Segundo o judaísmo, Deus dá ao homem a liberdade de arbítrio e de ação, a capacidade de escolher entre o bem e o mal.

A conduta moral do homem acha-se em suas próprias mãos e ele mesmo dá forma às suas ações. Ao apresentar-se diante de Deus, não pode atribuir a culpa ao próximo, mas deve assumi- la. O arrependimento e a confissão trazem o perdão, a absolvição e a mudança. Porém, dizem os nossos sábios (Yoma:9,9): "O pecado entre o homem e Deus é absolvido em Iom Kipur; o pecado entre o homem e seu próximo não o é, até que ele tenha feito as pazes com o seu próximo."

Nesse sentido faço minhas as palavras do rabino Henry Sobel: "(...) A vida corre e o tempo não volta atrás. Mas cada dia traz novas oportunidades, novos desafios, novos caminhos. E cada um de nós tem o direito - mais ainda, o dever - de escolher o rumo do seu amanhã.

Os erros do passado não podem ser apagados, mas podem e devem ser construtivamente aproveitados. Com seus tropeços e tombos, a criança aprende a andar. Cada erro se torna um sinal de alerta na estrada da vida, ensinando-nos a caminhar com mais cautela e prudência, e indicando-nos o

rumo certo.

Cada um de nós sabe o que precisa ser melhorado em sua vida. Nós podemos, se quisermos, libertar-nos dos velhos hábitos e elevar nossas vidas a níveis mais altos. Não vamos ficar nos lamentando diante das páginas borradas do livro da nossa vida. Uma nova página nos é dada agora."

Neste Rosh Hashaná, em que ingressamos no ano de 5761, desejo a todos que encontrem um caminho de muito saúde, felicidade e solidariedade.

Leshaná tová ticatevu

Grete Bejzman