Negociadores com Netanyahu bloqueiam a nova legislação de conversões ao Judaísmo.
O Gabinete do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e os movimentos judaicos Reformistas e Masorti concordaram em congelar o polêmico projeto de lei que daria ao Rabinato-Chefe de Israel o monopólio sobre conversões de judeus em Israel.
O governo na quinta-feira chegou a um acordo para suspender a legislação prevista que iria entregar ao Rabinato-Chefe um monopólio sobre a supervisão de conversões ao judaísmo em Israel.
Sob instruções do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Secretário de gabinete Zvi Hauser chegou a um acordo com os movimentos Reformistas e Masorti (tradicionais), em Israel, convencendo-os para descartar uma petição ao Tribunal Superior em troca congelar por um semestre a promulgação da lei no Knesset.
Netanyahu tinha instruído Hauser para "encontrar meios para manter a unidade da nação judaica,", disse o porta-voz do primeiro-ministro, Hefetz Nir.
Durante o congelamento, uma Comissão liderada pelo Presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, trabalhará com os movimentos Reformista e Masorti para elaborar uma alternativa à atuais propostas, apresentadas pelo partido de direita Yisrael Beitenu, que tem irritado judeus não-ortodoxos em Israel e no exterior.
Netanyahu elogiou o compromisso: "Mudanças na legislação sobre conversões em Israel devem serm realizadas por meio de amplo consenso para evitar uma divisão dentro da nação judaica," ele disse.
"A Unidade é o interesse mais importante do Estado de Israel e da nação judaica, e tenho a intenção de defender este princípio com determinação".
Mark Pelavin, diretor da Comissão de Ação Social do Judaísmo Reformista disse que a decisão do gabinete foi "uma evolução positiva, mas nós devemos ver se desta vez vai ser usada para encontrar um verdadeiro compromisso ou é apenas para ganhar tempo e se está chutando a bola pra frente".
TRADUÇÃO: Cléber Fontoura Marcolan - SIBRA