Instituto Ibero Americano de Formação de Rabinos Reformistas realiza encontro de estudos

O Kinus é o encontro semestral de estudos avançados e convivência, para a formação dos rabinos reformistas, que serão os responsáveis pela continuidade e expansão do judaísmo reformista pela América Latina e Península Ibérica. Isto é, em nossas comunidades.   Eu estou regressando muito feliz do Kinus e, gostaria de dar uma ideia do que foi. O IIFRR investiu pesado na formação rabínica neste Kinus, com a participação do  Prof. Joshua Holo (PH. D), reitor do Hebrew Union College de Cincinnati, do Rabino Damian Karo e, do Moré Diego Elman.

O programa desenvolveu-se inicialmente na Congregação Israelita Paulista em São Paulo – CIP com a palestra do Rabino Reuben. Logo após, embarcamos para o Campo de Estudos da CIP em Campos do Jordão onde permanecemos por quatro dias e, finalizou no Templo Bet El com a palestra do Rabino Uri Lam.
 
Aprendemos com o Moré Diego Elman, o significado reformista do Shabat, utilizando como fontes o Tanach, Talmud Bavli, Midrashim e, a tradição Chassídica, concluindo com as mais importantes Mitzvot relacionadas ao Shabat.
 
Com o Rabino Damin Karo, aprendemos como interpretar a Mishná direto do hebraico, utilizando o Talmud Bavli mas, também podemos estudar a Mishná e a Torá pelos Midrashim de Rashi traduzidos para o português, como fazemos na SIBRA.
 
Com o Prof. Joshua Holo (PH. D), estivemos por mais tempo e estudamos:
A Responsabilidade do Rabbi Meir do Rothenburg, também conhecido como Maharam, sobre o divórcio, sendo estudados diversos casos. Estudamos a mulher no Gênesis (Adão e Eva) com os Midrashim de Ibn Ezra, Rashi, Aderet Eliyahu e Abarbanel. Segundo Holo, Eva era uma filósofa. A Terra de Israel: Política na Diáspora abordou o eixo do pensamento sobre Israel, “Sionismo não é “só queremos paz”, O peso da reivindicação Sionista através da história, com textos de antigas leis romanas, a carta de Ramban ao seu filho de Jerusalém em 1267 e, os procedimentos da Escola Grande Tedesca de Veneza, 1642.
 
A Terra de Israel, além da retórica: Justificativas e limitações. Na realidade, o Sionismo reclama um pedaço do destino humano. Aceitando que o direito divino nos movimenta. Responsa do Rabbi Meir de Rothenburg. Por último, mas não menos importante, a Técnica da Leitura e Interpretação da Torá de Rashi, direto no hebraico, com drash x pshat.
 
Cada Kinus nos deixa mais apaixonados pelo judaísmo e renova as energias, para continuarmos a nossa missão de dar continuidade com qualidade ao nosso povo.
 
Carlos Wengrover

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